(Re) Começo

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Começo e apago. Apago e recomeço. E tento de novo.

É assim que eu tenho levado minha vida nos últimos anos, sem saber onde chegar. E depois de tanto tempo, cheguei à seguinte conclusão: por quê as pessoas esperam chegar à algum lugar? Quando elas perceberem que o melhor lugar para se estar é dentro delas mesmas, talvez elas percebam o universo que são.
Eu, pouca idade para muita decepção amorosa, só senti a leveza dentro de mim, quando deixei para trás tudo que me impedia de voar. No começo foi difícil deixar aquele ninho, abrir mão doeu muito. As músicas que apresentei e não consegui mais ouvir, os sonhos sem pés nem cabeça compartilhados, os momentos que se passaram, e aqueles que só viveram na minha cabeça. Foi difícil esquecer, mas eu consegui. E com isso, veio a desistência de brinde, aquela quando você desiste de se apaixonar de novo, de se entregar. Eu cheguei a trancar meu coração e deixar se afogar no mar a chave. Mas como tudo na vida, o que tiver que acontecer, acontece. E aconteceu da primavera chegar mais cedo, e me doar um ninho onde eu pudesse descansar. Foi assim que 2016 começou.
Eu poderia estar em qualquer lugar, do outro lado da cidade, em alguma festa onde o que teria de mais cheio ali, certamente seria meu copo. Ou correndo atrás de alguém que nunca faria o mesmo por mim, não sei, poderia estar em alguma cidade no interior de Goiás, ou Marte. Mas algo me fez permanecer onde eu estava, e eu fiquei. Fiquei por ficar, cheguei porque deveria, mas cheguei perto, não em você. O ridículo de lembrar é que não foi algo planejado, não tive tempo de pensar naquele par de roupas para conquistar um cara, eu simplesmente saí de casa, justamente para sair. E como o melhor da vida sempre vem de graça, essas coincidências do universo ou seja como você chama, só aparecem quando é pra ser especial ou aprendizado. Vivo montanha russa. E eu (re) começo mais uma vez.
Eu sei que em um futuro próximo ou distante eu venha me arrepender de dedicar um texto meu totalmente à você, por achar que já passei por paixões e muitas estão por vir, que você não é o primeiro nem o último, por outro lado acabaria deixando de lado o momento em que você é meu presente. E é disso que vivemos. Não vivo nem de passado nem de futuro. Você é meu presente e eu vivo você, com o verbo conjugado no mesmo tempo verbal. Eu gosto de você no agora. Nem ontem, nem amanhã, mas agora. E acima de tudo, amo minha capacidade de voar, e ainda sim me fixar em teu ninho.

 

com amor, Larilda =)

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