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Dezoito.

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Eu deveria escrever aqui sobre a forma como eu tô me sentindo agora, mas pra falar a verdade eu não sei nem descrever o turbilhão de infinitos que tem aqui dentro querendo sair. Fazer 17 anos pode ser muito bom como também pode ser muito ruim, pra mim tá sendo só aprendizado. Dia 2 de fevereiro do ano passado eu não sentia que tinha 17 mas agora eu sinto, e agora que to começando tudo do zero de novo, aos 18, enxergo apenas uma grande certeza na inconstância.
Dizem que meu coração virou pedrinha, mas a verdade é que tem tanto amor aqui dentro que eu acabo preferindo me afogar e esquecer dos problemas mundanos lá fora, eu ainda sinto a dor mas é que hoje, depois de tantas coisas boas e ruins que aconteceram nesses últimos 7 anos, eu vejo que não tenho mais medo de ter que sentir a dor, ou de me magoar, ou de perder, e que todas as outras coisa boas são presentes do universo que a vida envia naturalmente pra gente, como num jogo, são sobre as fases cara, e eu sei que ainda tenho muitas pra viver.
E eu tô aqui com um sorrisão bobo no rosto lembrando de todos vocês, todos aqueles que vieram e ficaram, aqueles que vieram e foram, aqueles que foram mas que um dia eu ainda vou encontrar, eu sinto, tô aqui de peito aberto pra esse mundo imaginando todos que ainda vão chegar, tô até pensando nas histórias legais do pessoal da aula de yoga e dos caras legais das aulas de circo. É que agora dá pra sentir que a vida é a minha maior oportunidade. E a vida ela só joga rimas de felicidade em cima de tijolos que se construíram com sorrisos bobos mesmo que esses sorrisos estivessem perdidos fora de sua órbita, a procura da luz de suas estrelas interiores.
Tô feliz, tô levando, tô explodindo de algo bom e eu queria que você ainda estivesse aqui pra poder ver, eu espero que você esteja aí,  em algum lugar distante cuidando de mim, mesmo que de longe, porque já tô com saudade e não sei se vou te ver de novo algum dia.
Choveu um temporal dentro de mim por um ano mas é só agora que tá surgindo o arco íris, pega na minha mão e não sol-ta mais não e se for pra ir embora leva um pouco dessa tua poesia que você finge de felicidade.
É que agora eu já sei que o tempo é pra voar e viajar, e gritar e chorar mas só por emoção mesmo, porque se tiver que acontecer uma hora a vida sopra os ventos pra dar certo. Inesperado, singelo e feliz, nesses 81 opa 18 finalmente tudo vai ficar um pouquinho mais claro, e todos aqueles infinitos de idas e vindas estão apenas se expandindo para lugares mais bonitos, para experiências mais cheias de serendipidade, e por fim, pra corações mais nobres.

Bisous, Taía. ♥ 

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(Re) Começo

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Começo e apago. Apago e recomeço. E tento de novo.

É assim que eu tenho levado minha vida nos últimos anos, sem saber onde chegar. E depois de tanto tempo, cheguei à seguinte conclusão: por quê as pessoas esperam chegar à algum lugar? Quando elas perceberem que o melhor lugar para se estar é dentro delas mesmas, talvez elas percebam o universo que são.
Eu, pouca idade para muita decepção amorosa, só senti a leveza dentro de mim, quando deixei para trás tudo que me impedia de voar. No começo foi difícil deixar aquele ninho, abrir mão doeu muito. As músicas que apresentei e não consegui mais ouvir, os sonhos sem pés nem cabeça compartilhados, os momentos que se passaram, e aqueles que só viveram na minha cabeça. Foi difícil esquecer, mas eu consegui. E com isso, veio a desistência de brinde, aquela quando você desiste de se apaixonar de novo, de se entregar. Eu cheguei a trancar meu coração e deixar se afogar no mar a chave. Mas como tudo na vida, o que tiver que acontecer, acontece. E aconteceu da primavera chegar mais cedo, e me doar um ninho onde eu pudesse descansar. Foi assim que 2016 começou.
Eu poderia estar em qualquer lugar, do outro lado da cidade, em alguma festa onde o que teria de mais cheio ali, certamente seria meu copo. Ou correndo atrás de alguém que nunca faria o mesmo por mim, não sei, poderia estar em alguma cidade no interior de Goiás, ou Marte. Mas algo me fez permanecer onde eu estava, e eu fiquei. Fiquei por ficar, cheguei porque deveria, mas cheguei perto, não em você. O ridículo de lembrar é que não foi algo planejado, não tive tempo de pensar naquele par de roupas para conquistar um cara, eu simplesmente saí de casa, justamente para sair. E como o melhor da vida sempre vem de graça, essas coincidências do universo ou seja como você chama, só aparecem quando é pra ser especial ou aprendizado. Vivo montanha russa. E eu (re) começo mais uma vez.
Eu sei que em um futuro próximo ou distante eu venha me arrepender de dedicar um texto meu totalmente à você, por achar que já passei por paixões e muitas estão por vir, que você não é o primeiro nem o último, por outro lado acabaria deixando de lado o momento em que você é meu presente. E é disso que vivemos. Não vivo nem de passado nem de futuro. Você é meu presente e eu vivo você, com o verbo conjugado no mesmo tempo verbal. Eu gosto de você no agora. Nem ontem, nem amanhã, mas agora. E acima de tudo, amo minha capacidade de voar, e ainda sim me fixar em teu ninho.

 

com amor, Larilda =)

Estive pensando sobre: Amor livre.

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Estive pensando ultimamente em como hoje em dia as pessoas esqueceram o sentido do amor. Sério, é só ir perguntar pra qualquer pessoa o que significa o amor pra elas mesmas, e elas dirão que preferem ocupar a mente com outra coisa, seja estudando, ou trabalhando.
Vivemos tempos líquidos, isso é fato, e a maioria de nós esqueceu que o amor não é para se dar mas sim para libertar, amor é a sensação de liberdade que você tem para se doar para alguém ou para muitas pessoas. Amor é a possibilidade. Escolha. É sobre você e não os outros.
A gente vive num mundo em que a sociedade escolheu desde sempre monogamia, e que esse sim deveria ser o único tipo de relacionamento ideal, o mundo sempre foi mais acostumado com esse tipo de relação justamente por ser um reflexo da cultura no geral, filmes, músicas e até mesmo da bíblia.
Mas fala aí, e se essa coisa de ”conheci o cara da minha vida” não existir? E se realmente não existe, e se a gente puder amar muitas pessoas durante a vida toda, e se elas forem um pedacinho do nosso coração com o passar dos anos?
Nunca gostei de namorar, por mais que eu gostasse da pessoa, a ideia de ter de ”pertencer” a alguém me assusta e me sufoca até hoje, acho que sou inamorável, e ainda há quem diga ”ah é porque você ainda não conheceu a pessoa certa, bla bla bla” mas hein? putz cara o mundo tem tanta gente, seria egoísmo demais acreditar que existe só uma pessoa que possa me fazer feliz.
Já errei em relacionamentos abertos por não deixar claro o que podia ou não podia, pois respeito e sinceridade ainda é algo muito admirável quando se tem intimidade o suficiente para usá-las. É possível sim amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo. É possível sim se apaixonar amando e estando com outro, é possível desde sempre exista um diálogo e os envolvidos estejam de acordo, não acha? É possível que exista companheirismo e honestidade sim. Não acha que é mais fácil se libertar de todos esses rótulos ao invés de talvez viver um sonho que não seja seu?
Por isso que acho mais simples, amar e ser livre, saber que assim como a vida tudo tem um fim e que para um fim você pode escrever um novo começo, ser fiel no que acredita pois ninguém pertence a ninguém. Amor só dura quando é cultivado como um sentimento libertador, liberta-dor, e não condicional, se liberta de apego e todo o ciúmes que tem aí dentro, pois esses sentimentos não passam de vaidades e ego, pois com o tempo você consegue entender que não é preciso cortar suas vontades pra aprender a querer estar, pois de todos os caquinhos do meu coração, de todos eles que limpei acabei encontrando no amor livre o solo mais limpo, forte e verdadeiro onde pisar.

Bisous, Taía ♥